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	<title>#Pato-Branco &#187; Victor Almeida</title>
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	<description>Voando em bando</description>
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		<title>Descongela&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 03:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Frio no ar, no caos e no altar.
Aquele frio na pele, mas que também atormenta o peito em decisões efêmeras.

Frio no olhar, em qualquer lugar&#8230;.
Congela sentimentos, abstrai pensamentos..
Muitas vezes ameniza calores de exagero.
Outras vezes, paralisa brilhos.
As mãos se escondem, as emoções afloram.
Não sei onde moram, que aparecem do nada.
Temperatura baixa, frio que encaixa na epiderme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frio no ar, no caos e no altar.</p>
<p>Aquele frio na pele, mas que também atormenta o peito em decisões efêmeras.</p>
<p><span id="more-987"></span></p>
<p>Frio no olhar, em qualquer lugar&#8230;.</p>
<p>Congela sentimentos, abstrai pensamentos..</p>
<p>Muitas vezes ameniza calores de exagero.</p>
<p>Outras vezes, paralisa brilhos.</p>
<p>As mãos se escondem, as emoções afloram.</p>
<p>Não sei onde moram, que aparecem do nada.</p>
<p>Temperatura baixa, frio que encaixa na epiderme do medo.</p>
<p>Acordo cedo, vou rumo ao vento.</p>
<p>Escondo orelhas, calo-me de preguiça.</p>
<p>Frio ao acordar, sem pressa de sair do banho.</p>
<p>Com pressa de ver o mar.</p>
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		<title>Sai, capeta!</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 02:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma senhora, de espantados cabelos grisalhos, usando um enorme óculos escuro, avistava a loja de varejo logo adiante. A loja, no shopping, vendia eletrodomésticos. Um vendedor avistou aquela senhora a alguns metros e já se arrepiou por inteiro. A aparência da velha, que aparentava ter uns 70 anos, era horripilante. “Parece uma bruxa”, comentou o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma senhora, de espantados cabelos grisalhos, usando um enorme óculos escuro, avistava a loja de varejo logo adiante. A loja, no shopping, vendia eletrodomésticos. Um vendedor avistou aquela senhora a alguns metros e já se arrepiou por inteiro. A aparência da velha, que aparentava ter uns 70 anos, era horripilante. “Parece uma bruxa”, comentou o vendedor com outro, que passava ao lado. E ela foi entrando; passos curtos, calçando uma sapatilha marrom com uma meia verde musgo. A saia, também marrom, era de um pano muito antigo; o calor das três da tarde não impedia a senhora de usar um casaquinho preto amarrotado. Logo ela pediu:</p>
<p><span id="more-964"></span></p>
<p>- Por favor, eu gostaria de ver alguns preços – disse ela para o vendedor, sem tirar os óculos escuros.</p>
<p>O coitado do vendedor, de imediato, foi atendê-la, com um gélido “pois não”. Na verdade, ele odiou a ideia de ter que atender aquela senhora, que além de ter uma aparência fantasmagórica, exalava um cheiro sinistro.</p>
<p>A estranha cliente andava bem devagar. O vendedor a acompanhava, respondendo às perguntas, até que ela o pegou pelo braço e disse:</p>
<p>- Enfim, outro dia eu venho comprar com você, moço. Tu me atendeste muito bem.</p>
<p>Na verdade, o pobre do vendedor preferia perder a mais alta comissão a ter que atender aquela cliente novamente. A mulher havia sugado toda a energia do rapaz. Ele estava perplexo. Não sabia por quê aquela senhora o deixara tão pra baixo.</p>
<p>- Tudo bem, senhora. Precisando, é só voltar – respondeu ele, num tom de voz ameno.</p>
<p>Ela, ainda segurando o braço dele, continuou:</p>
<p>- Sabe, tenho um neto; deve ter a sua idade. Ele me incomoda muito. Ele me cansa cada centímetro do meu corpo, que anda tão frágil. Não sei mais o que faço. Desculpe-me tocar nesse assunto. Sei que você não tem nada a ver com isso. Mas não ando muito bem, querido.</p>
<p>O pobre do vendedor contava os segundos para que aquele ser horrendo saísse pela porta da loja. Ela lhe estava causando mal. Definitivamente, a situação era desconcertante e macabra. O cheiro da velha parecia aumentar, e ela insistia em pegá-lo pelo braço. Mas, educadamente, ele fingia dar atenção àquela senhora.</p>
<p>- Sei como é. Problemas de família sempre são difíceis – respondia ele, quase rezando para que ela tomasse o rumo de casa.</p>
<p>Mas ela continuou. Aproveitou o pouco de atenção daquele jovem e desabafou ainda mais, contando que não aguentava mais os problemas do neto. O vendedor estava pouco se lixando para os problemas dela. “Sou vendedor. Não sou psicólogo”, concluía ele consigo mesmo. Mas não podia largar aquela senhora ali. Tamanha falta de respeito poderia prejudicá-lo. O que fazer então? Ele desviava o olhar, ia caminhando rumo à porta da loja, com a senhora o acompanhando. Afinal, ela já havia dito que não iria comprar nada. Ele apenas respondia, com uns magros “aham”, enquanto a senhora continuava a falar do neto problemático.</p>
<p>Passaram-se alguns minutos até que a velha parou de tagarelar.</p>
<p>- Vou-me indo. Obrigado pela atenção, querido – ela insistia em segurar o braço do vendedor.</p>
<p>- Por nada, senhora. Estamos à disposição.</p>
<p>Ela, finalmente, largou o braço dele e se foi.. Com ela, foi-se um ar malévolo. Coisa parecida nunca tinha acontecido com o tal vendedor. Parecia coisa de filme. Engraçado que ninguém havia reparado nela, como ele. Graças a Deus, já tinha ido embora, acalmava-se ele.</p>
<p>Quando ele, já distraído, voltava para dentro da loja, eis que a velha o toca novamente.</p>
<p>- Querido – com a voz muito calma e ao mesmo tempo frívola – , você tem um cartãozinho, com o seu nome?</p>
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		<title>Carrinho de compras</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 03:21:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[mini-conto]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo na fila do mercado é possível fazer boas análises sobre o mundo e sobre suas nuances, ora pitorescas, ora determinantes. Aquela hora em que a fila está gigante ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo na fila do mercado é possível fazer boas análises sobre o mundo e sobre suas nuances, ora pitorescas, ora determinantes. Aquela hora em que a fila está gigante e tu está lá atrás, puto da cara. Então, olhando para as compras da pessoa que está a sua frente, dá para tirar algumas conclusões, precipitadas, é claro. Por exemplo, um moça que está a sua frente, com carrinho de compras apresentando algumas características interessantes: apenas algumas frutas, uma garrafinha de 600ml de refrigerante dight, alguns pãezinhos, uma caixa de leite e uma lâmpada. Dá para aventureiramente deduzir que se trata de uma estudante, solteira, que mora sozinha, ou em república e está levando a lâmpada cuja antiga fora queimada na última noite.</p>
<p><span id="more-946"></span></p>
<p>E realmente lá estava ele, o taxista Valdemar. Mais conhecido como Val, ele precisava ir ao mercado todos os dias; afinal, quem mora sozinho nunca tem nada pra comer em casa. Na fila do supermercado, que ficava a algumas quadras da casa de Val, ele perdia preciosos minutos. Foi lá que as costas largas e insinuantes da moça que estava a sua frente na fila de compras fizeram ele perder o fôlego. Porém, não se tratava de uma estudante. Era uma jovem formada em Administração de Empresas. Leila era seu nome. Val nem imaginava que ela morava no mesmo prédio que ele já morou há algum tempo atrás; apenas admirava profundamente sua beleza. Algo de espectro curioso agraciava a aparência de Leila, que, por ironia, não se achava nenhum pouco bonita. Ela também se arrependia de ter feito Administração. Fora uma faculdade monótona e demasiada sem graça. Olhando discretamente para trás, fingindo coçar a testa, Leila fitava as compras de Val. Pensou ela: “Só pode ter casado cedo e beber muito, para amenizar o arrependimento”. Val usava uma aliança no anelar direito; recém tinha achado no banco de trás do carro. Matutava ele que pertencesse a algum passageiro distraído ou desiludido. No entanto, cerveja ele gostava demais mesmo. Ia beber sozinho e ouvindo Alice in Chains aquela noite. Estava anoitecendo e a fila acabando. Os passos de arrasto iam encurtando a distância até o caixa. Leila calculava mentalmente se o dinheiro em espécie que tinha no bolso dispensaria o uso do cartão de crédito. Val sabia que tinha uma nota de cinqüenta na carteira, e nada mais. Também não aconteceu nada demais naquela fila. Apenas deduções, apreciações e nada de conclusões</p>
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		<title>Ciclo aberto</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jan 2010 03:07:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Ano que começa. Sonho que tropeça.
Ilusões se renovam, em busca do incerto.
Talvez por perto, talvez poeira no deserto.
Mais quatro estações, furacões, imprevisões.
Amores, dores, flores, tragédias.
Por sorte, também comédias.
Cavalo galopa, é ano de copa, é ciclo aberto.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ano que começa. Sonho que tropeça.<br />
Ilusões se renovam, em busca do incerto.<br />
Talvez por perto, talvez poeira no deserto.<br />
Mais quatro estações, furacões, imprevisões.<br />
Amores, dores, flores, tragédias.<br />
Por sorte, também comédias.<br />
Cavalo galopa, é ano de copa, é ciclo aberto.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Papai Noel das criancas</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Dec 2009 18:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Papai Noel já não é mais o mesmo, pelo menos para os mais crescidinhos. Ele está lá, no fundinho da memória, bem acomodado em uma poltrona forrada de nostalgia. Belos tempos aqueles em que o Natal era aguardado o ano inteiro; rever os primos, os tios – com seus presentinhos; viajar, brincar, viver um momento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Papai Noel já não é mais o mesmo, pelo menos para os mais crescidinhos. Ele está lá, no fundinho da memória, bem acomodado em uma poltrona forrada de nostalgia. Belos tempos aqueles em que o Natal era aguardado o ano inteiro; rever os primos, os tios – com seus presentinhos; viajar, brincar, viver um momento mágico, inocentemente mágico. Hoje, o que significa o Natal senão mais um feriado em que você tira uns diazinhos para viajar e comer bastante? Quando a gente cresce, a gente vê que o Natal realmente é uma grande festa, mas uma festa do consumismo exacerbado. As crianças alimentam uma estória ilusória, enquanto os pais compram presentes para sustentar essa ilusão. O bom velhinho continuará firme e forte por uma boa porção de tempo. Não sei quantas décadas, séculos, milênios&#8230; Só sei que uma grande mentira é difícil de ser consertada.<br />
<strong><a href="http://patobranco.net/wp-content/uploads/2009/12/papai-noel-malvado1.jpg"><img class="size-medium wp-image-843 alignnone" title="papai-noel-malvado" src="http://patobranco.net/wp-content/uploads/2009/12/papai-noel-malvado1-300x273.jpg" alt="" width="300" height="273" /></a></strong></p>
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		<title>O universo é a mente</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2009 03:03:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Há que se unanimizar a ideia de que a teoria do Big Bang não passa de uma grande proposição científica. Entretanto, ela serve como base arbitrária para a disseminação das descobertas físicas para o mundo. A sociedade, efetivamente, não objeta tal histórico científico, que assim continua prenhe de precisão e credibilidade.
Toda a estrutura de fórmulas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há que se unanimizar a ideia de que a teoria do Big Bang não passa de uma grande proposição científica. Entretanto, ela serve como base arbitrária para a disseminação das descobertas físicas para o mundo. A sociedade, efetivamente, não objeta tal histórico científico, que assim continua prenhe de precisão e credibilidade.<br />
Toda a estrutura de fórmulas que compõe a teoria do Big Bang está, não obstante, encarcerada na matemática cuja soberania vem a ser incontestável. A matemática, por sua vez, é o alicerce da física que, no entanto, está aquém de dominar os questionamentos da metafísica e da filosofia.<br />
Portanto, o Big Bang, como origem do Cosmo, ostenta perene supremacia através de explicações atreladas à física. O ser humano é efeito evolutivo desta “grande explosão”.<br />
Outrossim, a humanidade se encontra à beira de um abismo de mistérios acerca do Universo. As indagações são, inegavelmente, impetuosas. Elas fazem parte do instinto, que ocupam espaço físico no cérebro. Logo, surge uma sedutora indagação: Se só é possível pensar através do cérebro, sem cérebro, sem mistérios? </p>
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		<title>Alta voltagem</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Dec 2009 16:19:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual banda de rock é capaz de fazer um estádio tremer? Pode existir algumas, mas, igual ao AC/DC, acho difícil. A turnê do novo álbum, Black Ice, lota qualquer lugar por onde esses australianos passam. Impressionante. Mais de 65 mil pessoas presenciaram, no último dia 27/11, o AC/DC fazer o Morumbi literalmente balançar. Horas na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-736" title="DSC00948" src="http://patobranco.net/wp-content/uploads/2009/12/DSC009481.JPG" alt="DSC00948" width="640" height="480" /><img class="aligncenter size-medium wp-image-734" title="OgAAANJo_jcj0cX-Hi4LS0bgnakxanIL1FwgNOftNV4AZZoNemO02jwVO88SqjXKFCSq-mgUUNRQZc5d0zUnnlxWRPUAm1T1UL-cafmE4nCtxJ_qXPQydLkfpoLZ" src="http://patobranco.net/wp-content/uploads/2009/12/OgAAANJo_jcj0cX-Hi4LS0bgnakxanIL1FwgNOftNV4AZZoNemO02jwVO88SqjXKFCSq-mgUUNRQZc5d0zUnnlxWRPUAm1T1UL-cafmE4nCtxJ_qXPQydLkfpoLZ1-300x199.jpg" alt="OgAAANJo_jcj0cX-Hi4LS0bgnakxanIL1FwgNOftNV4AZZoNemO02jwVO88SqjXKFCSq-mgUUNRQZc5d0zUnnlxWRPUAm1T1UL-cafmE4nCtxJ_qXPQydLkfpoLZ" width="300" height="199" />Qual banda de rock é capaz de fazer um estádio tremer? Pode existir algumas, mas, igual ao AC/DC, acho difícil. A turnê do novo álbum, Black Ice, lota qualquer lugar por onde esses australianos passam. Impressionante. Mais de 65 mil pessoas presenciaram, no último dia 27/11, o AC/DC fazer o Morumbi literalmente balançar. Horas na fila, chuva, fadiga, mas no final sempre vale a pena. Ver os mestres tocando, com uma energia alucinante, fazendo milhares de fãs se deleitarem, não tem preço. É a prova de que o Rock &#8216;n Roll é perpetuamente contagiante. Pais, filhos, avós&#8230;<br />
AC/DC é foda! A primeira vez que eu senti a arquibancada tremer, eu fiquei com medo duma tragédia, mas depois pensei: “Se morrer agora, morro feliz!”.</p>
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		<title>Golpes novos</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 05:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A dona-de-casa ia colocando mais tempero na comida, quando às 11h30 o telefone toca. Ela limpa rapidamente as mãos na própria roupa e atende o sem fio que estava em cima da geladeira.
-    Alô, dona Isadora Fonseca?
- Sim. Pois não?
- Vou ser breve e direto – a voz do outro lado da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A dona-de-casa ia colocando mais tempero na comida, quando às 11h30 o telefone toca. Ela limpa rapidamente as mãos na própria roupa e atende o sem fio que estava em cima da geladeira.<br />
-    Alô, dona Isadora Fonseca?<br />
- Sim. Pois não?<br />
- Vou ser breve e direto – a voz do outro lado da linha era grave e imponente -. Estou com sua filha em minha posse e pretendo matá-la, caso a senhora não coopere comigo.<br />
Nesse exato momento, a claridade que entrava pela janela pareceu sucumbir às trevas, aos olhos de dona Isadora.<br />
- Como assim? &#8211; com a fala trêmula, responde – Calma. Que brincadeira é essa? Pelo amor de Deus!<br />
- Sequestramos a sua filha. O nome dela não é Ana? Não tem os cabelos cacheados e um belo corpo? Ah, também uma linda tatuagem no maravilhoso ombro moreno. O que mais a senhora deseja saber? Estou com ela e gostaria que a senhora transferisse 10 mil reais para a minha conta.<br />
Enquanto dona Isadora, atônita, ouvia o suposto sequestrador passando o número da conta, ela raciocinava aflita. Nem bem escutara os primeiros números e desligou. Tomada por uma perversa confusão, quase que sem pensar, vasculhou a agenda para achar o número do celular da filha. Isadora era uma senhora culta. Lia muito, inclusive jornais-diários. Só podia ser um golpe, pensava ela, tentando se acalmar, enquanto digitava o número. Porém, o pavor voltou à tona quando, no telefone, ouviu: “Este número está desligado ou fora da área de cobertura.”<br />
O mundo desabava naquele instante para dona Isadora. Desesperada, ela bambaleava as pernas e se segurava onde podia, para não cair. O telefone tocou novamente. Era o mesmo homem, e ela sabia que se tratava de uma pessoa má.<br />
- A senhora acha que eu estou brincando? Não tenho tempo e a sua Aninha também não.<br />
A tortura psicológica não durou mais que um minuto e dona Isadora já tinha transferido os 10 mil reais para a conta do criminoso.</p>
<p><span id="more-667"></span></p>
<p>20 minutos antes&#8230;</p>
<p>Ana, filha da dona Isadora, estava na rua, fazendo compras. Dinheiro não era problema para a família Fonseca. Enquanto ela batia perna, atrás de novas roupas, seu celular toca. Era um    homem que dizia ser da operadora do celular dela. Em poucos minutos, com um discurso treinado e eloquente, ele convenceu ela a desligar o celular por uma hora. Alegava ele que o número dela tinha sido clonado e precisaria de uma hora pra que a operadora conseguisse resolver o problema. Ela não hesitou e desligou o aparelho. Afinal, qual o risco em deixar o celular desligado por uma hora?</p>
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		<title>Nada como um dia de sol</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 02:50:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Miscelânea]]></category>

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		<description><![CDATA[É véspera de feriado; o dia está lindo e convidativo. Acordo. Tomo um banho, como algo e saio. O sol está tão vivo que inunda  de energia cada célula do corpo. Sigo pela rua, andando, olhando, observando e, em murmuros, cantando. Que dia esplêndido! Continuo arrastando os pés, em passos demorados e enfadonhos. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É véspera de feriado; o dia está lindo e convidativo. Acordo. Tomo um banho, como algo e saio. O sol está tão vivo que inunda  de energia cada célula do corpo. Sigo pela rua, andando, olhando, observando e, em murmuros, cantando. Que dia esplêndido! Continuo arrastando os pés, em passos demorados e enfadonhos. É domingo, e amanhã, como disse, é feriado! Carros passam por mim, recheados de famílias, galeras, namorados, excitados com o feriadão. A praia é logo ali.<br />
Já eu, bom, eu chego no meu lugar de destino, cumprimento meu colegas, passo o cartão e estou pronto para mais um dia de trabalho.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cada um com sua fantasia</title>
		<link>http://patobranco.net/cada-um-com-sua-fantasia/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 03:51:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>

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		<description><![CDATA[A podolatria faz parte da vida de um amigo meu há anos. Persegue-o como um ácaro no ar. Falando assim até parece que o coitado é vítima de alguma doença. Que nada. Ele é podólatra por natureza; ou melhor, por safadeza. Ele é obsecado pelo pé feminino desde os tempos de Ensino Médio; aqueles tempos! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-500" title="pe" src="http://patobranco.net/wp-content/uploads/2009/10/pe.jpg" alt="pe" width="173" height="264" />A podolatria faz parte da vida de um amigo meu há anos. Persegue-o como um ácaro no ar. Falando assim até parece que o coitado é vítima de alguma doença. Que nada. Ele é podólatra por natureza; ou melhor, por safadeza. Ele é obsecado pelo pé feminino desde os tempos de Ensino Médio; aqueles tempos! Muito hormônio, a libido, a endorfina…<br />
Hoje ele ainda me conta que não fica com uma mulher se ela possuir um pé, digamos, fora dos padrões de estética, pra não dizer feio. Ele não sabe explicar, com palavras, porque abriga esse fetiche maluco &#8211; imagine durante o ato, o que ele deve pirar.<br />
Até acho bacana um pézinho bem cuidado; desperta algumas de minhas fantasias veladas; mas, também, não consigo dar alguma explicação sensata pra esse tipo de tesão. Vejo o pé como um complemento, e, não, como uma exigência, como vê o meu amigo…<br />
Melhor não revelar quem é meu amigo podólatra, para não constrangê-lo e pra que a mulherada não fique escondendo os pés, quando perto dele. Posso dizer apenas que ele é de Pato Branco, mas agora mora em São Paulo. Também é alto, moreno, colorado…</p>
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